Verão, bicicletas, sol, vento no rosto. E finalmente uma câmera compacta, que deve tornar muito mais fácil trazer ideias, dicas e inspiração para quem quer colocar mais bike no dia a dia.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Voltamos!
Verão, bicicletas, sol, vento no rosto. E finalmente uma câmera compacta, que deve tornar muito mais fácil trazer ideias, dicas e inspiração para quem quer colocar mais bike no dia a dia.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Meu luto é da cor do asfalto manchado
Tem gente que diz que roupas não têm importância. Mas como muitos outros comportamentos humanos, roupas são mais um jeito de demonstrar sentimentos - o que nos humaniza.
Na comunidade judaica, quando há um luto, os espelhos são cobertos e os membros da família que estão enlutados rasgam um pedacinho visível da roupa, para demonstrar que naquele momento a vaidade foi encoberta pela dor.
As cores do luto mudam de acordo com a crença, mas não se fica indiferente. O corpo diz: algo mudou.
Perdemos hoje um de nossa comunidade: o empresário Antonio Betolucci foi atropelado na avenida Sumaré. Aquele asfalto, hoje coberto de sangue, invisivelmente nos unia; eu passo ali quase todo dia a caminho do trabalho e de felizes encontros com amigos. Hoje o negro e vermelho do asfalto são a cor da minha tristeza, da raiva e da indignação.
A cada dia ocorrem muitas mortes estúpidas e desnecessárias no trânsito de São Paulo. Todos que saem de casa com frequência, seja a pé, carro ou bike, são sobreviventes. A grande diferença é que uma parcela crescente quer deixar de ser parte do problema e se tornar solução, adotando uma postura mais tranquila, amistosa e repleta de respeito por todos os viventes que nos cruzam o caminho.
Lentamente mudam as políticas públicas para uma cidade melhor e que o direito universal de chegar em casa vivo ultrapasse o privilégio de alguns de trafegar em alta velocidade ou sem respeitar o mais frágil do espaço público compartilhado.
Hoje, estaremos reunidos no local do incidente, às 19h, para lamentar a perda e questionar a falta de respeito à vida que essa cidade impõe a seus cidadãos. Leve flores, velas, cartazes. Só não fique em silêncio. O silêncio é conivência e omissão com mortes, anônimas ou não, e que podem ser evitadas.
Na comunidade judaica, quando há um luto, os espelhos são cobertos e os membros da família que estão enlutados rasgam um pedacinho visível da roupa, para demonstrar que naquele momento a vaidade foi encoberta pela dor.
As cores do luto mudam de acordo com a crença, mas não se fica indiferente. O corpo diz: algo mudou.
Perdemos hoje um de nossa comunidade: o empresário Antonio Betolucci foi atropelado na avenida Sumaré. Aquele asfalto, hoje coberto de sangue, invisivelmente nos unia; eu passo ali quase todo dia a caminho do trabalho e de felizes encontros com amigos. Hoje o negro e vermelho do asfalto são a cor da minha tristeza, da raiva e da indignação.
A cada dia ocorrem muitas mortes estúpidas e desnecessárias no trânsito de São Paulo. Todos que saem de casa com frequência, seja a pé, carro ou bike, são sobreviventes. A grande diferença é que uma parcela crescente quer deixar de ser parte do problema e se tornar solução, adotando uma postura mais tranquila, amistosa e repleta de respeito por todos os viventes que nos cruzam o caminho.
Lentamente mudam as políticas públicas para uma cidade melhor e que o direito universal de chegar em casa vivo ultrapasse o privilégio de alguns de trafegar em alta velocidade ou sem respeitar o mais frágil do espaço público compartilhado.
Hoje, estaremos reunidos no local do incidente, às 19h, para lamentar a perda e questionar a falta de respeito à vida que essa cidade impõe a seus cidadãos. Leve flores, velas, cartazes. Só não fique em silêncio. O silêncio é conivência e omissão com mortes, anônimas ou não, e que podem ser evitadas.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Fashion Rio on high wheels
Ouvi dizer que o próximo passo é vir pedalando para o iG. E sendo editora de moda, estou até com medo das sapatilhas bapho da Chanel que vão pintar por esses pedais. Vai ser cycle chic de gente grande.
Ah, a foto é do Caetano Barreira, da FotoArena, que também pedala todo dia, a transporte. Estamos em boa companhia fotográfica. ; )
Labels:
praia,
rio de janeiro
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Interações urbanas
De vez em quando eu acordo fofa e elogio pacas as pessoas. Mas é elogio geral, indiscriminado e sincero. Os olhos incríveis do caixa de banco, a mão bem-feita e linda da colega de trabalho, o texto bacana do blog de fulano, o jeitinho extracharming de usar cachecol de uma amiga. Sei lá, é gostoso elogiar pessoas, quando tem brecha. É o tipo de elogio que eu gosto de receber. Aliás, às vezes quebra o climão tenso do dia a dia, pelo inesperado. E percebo que parte do inesperado é esse elogio de graça, sem querer nada em troca (ainda que geralmente eu ganhe no mínimo um sorriso).
Por outro lado, eu morro de preguiça de um certo tipo de elogio. Bizarro e contraditório, né? É que a maioria cai meio esquisito, por serem genéricos e deslocados. "Nossa, você é muito linda." Aaaahhn, brigada. Meio que acaba a conversa aí, um pouco porque eu perco o interesse, um pouco porque não tem muito o que dizer, um pouco porque dependendo do tom e de quem elogia, já cria uma barreira defensiva de leve. Entendo que muitas vezes a pessoa não faz por mal, mas não me desce, porque esse elogio tem uma porção de implicações na relação homem-mulher. Quando for perfeitamente ok um homem elogiar a beleza de outro sem que isso tenha nenhuma conotação erótica ou de atração, vai ser mais natural que isso seja tópico de conversa.
Por outro lado, essa barreira é tão sacal quanto necessária. Outro dia eu estava subindo a Augusta e tive um problema no pedal. Desmontei e comecei a empurrar a bicicleta nos últimos quarteirões. De um estacionamento, um segurança disse "boa noite". Enterrei a cabeça no peito e fixei os olhos no celular, fingindo que não ouvi. Já respondi boa-noite e me dei muito mal, porque a pessoa entende o cumprimento como um "liberou geral" e responde alguma coisa altamente constrangedora, como se eu tivesse me colocado disponível para um avanço. Mas o segurança insistiu: "Moça, posso fazer uma pergunta?". Parei e olhei para ele, que sorriu.
- Você já apareceu numa matéria de bicicleta, né?
- Já sim - a essa altura, eu estava morrendo de vergonha, porque minha reserva se transformou numa tremenda grosseria com uma pessoa que estava falando muito honestamente comigo. Corei e sorri para disfarçar.
- Acho isso muito legal. Vejo você passando sempre aqui. É bom que incentiva mais gente a pedalar, né?
- Ah, é sim. Vocês que trabalham aqui - o pipoqueiro ouvia a conversa com a maior atenção - devem sofrer muito com o barulho e a poluição. Ia ser tão bom que parte desses carros fossem bikes...
- É verdade.
- Moço, desculpa não ter respondido o boa-noite. Você sabe, a gente nunca sabe direito com que intenção as pessoas abordam a gente...
- Imagina - pela cara dele, ele sacou que não foi por mal, e não parecia nada ofendido. Isso só me deixou com mais vergonha, porque jogou na minha cara o quanto a gente se condiciona a esperar o pior das pessoas por conta das experiências ruins (e péssimas) que fazem parte da existência.
Mais umas frases trocadas, me despedi e continuei subindo. No mesmo quarteirão, passei em frente ao Habib's da Augusta, onde de vez em quando rolam altas grosserias da parte dos entregadores quando me veem subir pedalando. Já respondi com um foda-se, cansada de aturar os comentários desagradáveis. É triste. Preferia pode sorrir, sem por isso ser tratada como uma vagabunda dando mole.
Muita gente diz que hoje em dia, o feminismo perdeu sua razão de ser. Que com as últimas conquistas da mulher, a igualdade de gênero já foi conquistada. Quando uma mulher sai na rua e é constrangida, fica claro que não. Quando uma resposta cordial, um sorriso ou até um jeito de vestir mais arrumado dão a entender que você está disponível e dando permissão para comentarem em voz alta sobre corpo e seu comportamento, a estrutura é opressora - porque nem homens nem mulheres tem por padrão agir nessa maneira com um homem sozinho na rua.
O moço do estacionamento não sabe, mas me devolveu um pouco de humanidade. Ele é exemplo tanto quanto o bando de entregadores do Habib's são motivo de vergonha para mim (e deveriam ser para os outros homens). Quando eu escolho sair de trás do insulfilm e ser livre ao pedalar minha bicicleta, eu quero estar aberta a convivência no espaço público e construir relações com as outras pessoas que moram na cidade.
"And, in the end, the love you take/ Is equal to the love you make."
Por outro lado, eu morro de preguiça de um certo tipo de elogio. Bizarro e contraditório, né? É que a maioria cai meio esquisito, por serem genéricos e deslocados. "Nossa, você é muito linda." Aaaahhn, brigada. Meio que acaba a conversa aí, um pouco porque eu perco o interesse, um pouco porque não tem muito o que dizer, um pouco porque dependendo do tom e de quem elogia, já cria uma barreira defensiva de leve. Entendo que muitas vezes a pessoa não faz por mal, mas não me desce, porque esse elogio tem uma porção de implicações na relação homem-mulher. Quando for perfeitamente ok um homem elogiar a beleza de outro sem que isso tenha nenhuma conotação erótica ou de atração, vai ser mais natural que isso seja tópico de conversa.
Por outro lado, essa barreira é tão sacal quanto necessária. Outro dia eu estava subindo a Augusta e tive um problema no pedal. Desmontei e comecei a empurrar a bicicleta nos últimos quarteirões. De um estacionamento, um segurança disse "boa noite". Enterrei a cabeça no peito e fixei os olhos no celular, fingindo que não ouvi. Já respondi boa-noite e me dei muito mal, porque a pessoa entende o cumprimento como um "liberou geral" e responde alguma coisa altamente constrangedora, como se eu tivesse me colocado disponível para um avanço. Mas o segurança insistiu: "Moça, posso fazer uma pergunta?". Parei e olhei para ele, que sorriu.
- Você já apareceu numa matéria de bicicleta, né?
- Já sim - a essa altura, eu estava morrendo de vergonha, porque minha reserva se transformou numa tremenda grosseria com uma pessoa que estava falando muito honestamente comigo. Corei e sorri para disfarçar.
- Acho isso muito legal. Vejo você passando sempre aqui. É bom que incentiva mais gente a pedalar, né?
- Ah, é sim. Vocês que trabalham aqui - o pipoqueiro ouvia a conversa com a maior atenção - devem sofrer muito com o barulho e a poluição. Ia ser tão bom que parte desses carros fossem bikes...
- É verdade.
- Moço, desculpa não ter respondido o boa-noite. Você sabe, a gente nunca sabe direito com que intenção as pessoas abordam a gente...
- Imagina - pela cara dele, ele sacou que não foi por mal, e não parecia nada ofendido. Isso só me deixou com mais vergonha, porque jogou na minha cara o quanto a gente se condiciona a esperar o pior das pessoas por conta das experiências ruins (e péssimas) que fazem parte da existência.
Mais umas frases trocadas, me despedi e continuei subindo. No mesmo quarteirão, passei em frente ao Habib's da Augusta, onde de vez em quando rolam altas grosserias da parte dos entregadores quando me veem subir pedalando. Já respondi com um foda-se, cansada de aturar os comentários desagradáveis. É triste. Preferia pode sorrir, sem por isso ser tratada como uma vagabunda dando mole.
Muita gente diz que hoje em dia, o feminismo perdeu sua razão de ser. Que com as últimas conquistas da mulher, a igualdade de gênero já foi conquistada. Quando uma mulher sai na rua e é constrangida, fica claro que não. Quando uma resposta cordial, um sorriso ou até um jeito de vestir mais arrumado dão a entender que você está disponível e dando permissão para comentarem em voz alta sobre corpo e seu comportamento, a estrutura é opressora - porque nem homens nem mulheres tem por padrão agir nessa maneira com um homem sozinho na rua.
O moço do estacionamento não sabe, mas me devolveu um pouco de humanidade. Ele é exemplo tanto quanto o bando de entregadores do Habib's são motivo de vergonha para mim (e deveriam ser para os outros homens). Quando eu escolho sair de trás do insulfilm e ser livre ao pedalar minha bicicleta, eu quero estar aberta a convivência no espaço público e construir relações com as outras pessoas que moram na cidade.
"And, in the end, the love you take/ Is equal to the love you make."
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Acaso
Por essas e outras, não largo da Aimée. Podem vir outras muitas bicicletas, mas o lugar dessa é garantido.
Labels:
"bicicletas e as cidades",
cestinhas,
meia-calça,
saltos
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Eu traí o movimento
Eu traí o movimento, mas é por uma boa causa. Espero ter boas notícias em breve, e venho aqui contar. Esse vídeo tá mais velho que a Hebe Camargo, mas eu ainda dou risada quando vejo. Então...
Labels:
performance
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Compras de bike!
Reclamação frequente de quem está acostumado a fazer tudo com o carro: "Mas e as compras? Como eu vou fazer com as compras?" Bom, a maior parte das pessoas faz a pé. Já pensou nisso? Antes do carro ter se tornado um mau hábito individual, nossos avós e bisavós faziam suas compras perto de casa, na feira e no mercado, e levavam nas mãos ou recebiam encomendas maiores em casa, entregues pelo dono do estabelecimento. Sem contar os produtos que eram entregues na porta a cada dia, como pão, leite e jornal.
De bike a coisa pode ficar mais divertida ainda. Existem várias formas de prender carga de uma maneira segura numa bicicleta comum. Eu uso cestinho (na Carlota, que está emprestada para uma amiga), e todas as outras bikes têm bagageiros. Você pode prender alforges neles, como eu e a Joana fizemos, e ainda usar elásticos com aranhas para prender outros volumes como caixas nos racks.
Esse sábado fomos comprar comidinhas no Mercado Municipal, no centro de São Paulo. Veja nossas bikes na frente dos boxes de peixe.

Eu comprando peixe, sob o olhar atento da Joana.
Ah, o menu du jour, só para matar vocês de vontade: salada morna de batatas com lula, risoto de camarão ao curry com maçãs verdes e, de sobremesa, frutas com chantilly.
"Por isso não provoque, é cor de rosa-choque", já dizia a titia Rita Lee. Eu sou uma mulher muito brava quando estou comprando cerejas. Além delas, estraram no mix de frutas carambolas, caju, figos e morangos, todas frutas delicadas e que amassam. Como eu já tive problemas em carregar figos no alforge, comecei a chorar pitangas para os moços do box até que eles me arrumaram um caixote. =D
Depois de uma delicada e divertida operação de guerra para prender o caixote no meu rack com três aranhas, ajeitamos as frutas e toca voltar para casa, comer alguma coisa e tomar uma cervejinha que ninguém é de ferro.

Hm, nem tudo são flores. Eu já pedi uma porção de objetos no bagageiro, então dicas para isso não acontecer com vocês:
- Leve várias aranhas quando for fazer compras. Faça amarrações cruzadas e firmes. Os em rede, campeões de preferência entre motoboys, são um ótimo arremate
- Alforges ajudam muito. Há vários tipos, para finalidades diferentes. Pesquise um que funcione para você
- Ecobags ajudam a prender um volume maior de compras do que vários saquinhos plásticos finos
- Se for carregar muito peso, tente distribuí-lo bem entre a parte da frente e a de trás da bike
Ah, depois as fotos do jantar!
Aaaah! Eu e a Joana criamos um outro blog de estilo para falar um pouquinho de como gostamos de nos arrumar - e depois sair de bike, claro. Dá uma olhada no post desse dia!
De bike a coisa pode ficar mais divertida ainda. Existem várias formas de prender carga de uma maneira segura numa bicicleta comum. Eu uso cestinho (na Carlota, que está emprestada para uma amiga), e todas as outras bikes têm bagageiros. Você pode prender alforges neles, como eu e a Joana fizemos, e ainda usar elásticos com aranhas para prender outros volumes como caixas nos racks.
Esse sábado fomos comprar comidinhas no Mercado Municipal, no centro de São Paulo. Veja nossas bikes na frente dos boxes de peixe.

Eu comprando peixe, sob o olhar atento da Joana.
Ah, o menu du jour, só para matar vocês de vontade: salada morna de batatas com lula, risoto de camarão ao curry com maçãs verdes e, de sobremesa, frutas com chantilly.
"Por isso não provoque, é cor de rosa-choque", já dizia a titia Rita Lee. Eu sou uma mulher muito brava quando estou comprando cerejas. Além delas, estraram no mix de frutas carambolas, caju, figos e morangos, todas frutas delicadas e que amassam. Como eu já tive problemas em carregar figos no alforge, comecei a chorar pitangas para os moços do box até que eles me arrumaram um caixote. =DDepois de uma delicada e divertida operação de guerra para prender o caixote no meu rack com três aranhas, ajeitamos as frutas e toca voltar para casa, comer alguma coisa e tomar uma cervejinha que ninguém é de ferro.

Hm, nem tudo são flores. Eu já pedi uma porção de objetos no bagageiro, então dicas para isso não acontecer com vocês:
- Leve várias aranhas quando for fazer compras. Faça amarrações cruzadas e firmes. Os em rede, campeões de preferência entre motoboys, são um ótimo arremate
- Alforges ajudam muito. Há vários tipos, para finalidades diferentes. Pesquise um que funcione para você
- Ecobags ajudam a prender um volume maior de compras do que vários saquinhos plásticos finos
- Se for carregar muito peso, tente distribuí-lo bem entre a parte da frente e a de trás da bike
Ah, depois as fotos do jantar!
Aaaah! Eu e a Joana criamos um outro blog de estilo para falar um pouquinho de como gostamos de nos arrumar - e depois sair de bike, claro. Dá uma olhada no post desse dia!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Céu azul de inverno
Nada é mais delicioso para começar a semana do um pedal nesse solzinho de mentira, com céu azul e uma manhã de inverno.Claro, depois de um fim de semana incrível, com Fixolimpíadas (cabulei), Bicibalada na The Week (erh, cabulei), mas com direito a Bicicletada Pirata na sexta, palestra com o Mathias e o Toni no Clube de Cicloturismo no sábado e cinema ao ar livre no Minhocão, no domingo. Melhor impossível.
E a foto é um mimo do @shadow11 a esse blog. Tks e boa semana!
domingo, 23 de maio de 2010
Café na Casa das Rosas
Um jeito adorável de passar o sábado: café com as queridas Kad e Jô na Casa das Rosas, fuçar lojinhas e pôr a conversa em dia... Carlotinha parte para nova missão: acompanhar Kad em parte dos rolês do dia-a-dia.
E tem uma nova integrante da família. Ali, aquela roda enorme e linda, é da Aimée, uma Fuji que veio toda adaptada para uso urbano. Totalmente irresistível... tem bastante para contar dela, mas fica para o próximo post que eu quero caprichar. ;-)
Labels:
café,
inverno,
meia-calça,
saias
terça-feira, 27 de abril de 2010
Cycle chic no IG
Matéria fofinha com editorial de moda assinada pela Andressa Zanandrea, com fotos de Luciano Trevisan. Aqui, um teaser. Vai lá conferir as outras, com os queridos Joana Rocha e Lex Blagus.






terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
Gata de Rodas recomenda
Cansou de pedaladas em que as pessoas não conversam? Em que te escrotizam por não ir de capacete? Onde seu cycle chic é alienígena?
Seus problemas acabaram. Bom, os meus acabaram, pelo menos. ;)
Não deixe de reparar nos pôsteres incríveis da Knog, espalhados pelas paredes, quando aparecer por lá.
Seus problemas acabaram. Bom, os meus acabaram, pelo menos. ;)
Não deixe de reparar nos pôsteres incríveis da Knog, espalhados pelas paredes, quando aparecer por lá.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Crônica das onze horas
Começou com a ciclista toda feliz porque o outono teve saudade e derrubou mais cedo o calor insuportável que andava fazendo na cidade. E porque ela voltou a pedalar depois de duas semanas meio que longe da bicicleta, o que já estava deixando-a um pouco mal humorada.
E por causa de uma certa preguiça, ela resolveu fazer o caminho mais plano, com direito a contravenções, porque pegava uns bons trechos de calçada. E ainda por cima, resolveu pedalar pela primeira vez com o iPod no ouvido, com a trilha de “500 dias com ela”. Sorrindo, se assustou quando percebeu que estava conseguindo pedalar de pé na bike depois de dois meses tentando desajeitadamente.
No caminho, cruzou com uma família na calçada, cheia de filhos pequenos, e enquanto o pai dizia para o filho menorzinho e todo ranhento “cuidado com a bicicleta”, ela reduziu e sorriu para o
menino, que sorriu de volta com a carinha toda melecada.
Dessa vez não foi xingada por ninguém, mas quase teve uma colisão. Um moço de bicicleta vinha pela mesma calçada no outro sentido, e os dois desaleraram, se desviaram e sorriram, e ela quase ficou com pena de não ter batido porque ele tinha um sorriso tão bonito que ela teve vontade de conversar com ele.
Aliás, ela pensou, foram quatro ciclistas hoje. Todos com cara de que iam para algum lugar, de bagageiro com alforge e tudo, o que era incomum naquele percurso dela. E sorriu de novo pela companhia anônima nas ruas.
Chegou no trabalho às onze horas, com o cabelo cheio de pontinhas que ela adorava, que secador nenhum conseguia fazer, só o vento da bicicleta. Sobre a bike, deu bom-dia para sete pessoas, mesmo na cidade cinza, cheia de SUVs (um dos quais quase passou por cima dela um
pouco mais cedo) e policiais e agentes da CET semicegos.
Às vezes as vida podia ser bonita sem razão nenhuma.
E por causa de uma certa preguiça, ela resolveu fazer o caminho mais plano, com direito a contravenções, porque pegava uns bons trechos de calçada. E ainda por cima, resolveu pedalar pela primeira vez com o iPod no ouvido, com a trilha de “500 dias com ela”. Sorrindo, se assustou quando percebeu que estava conseguindo pedalar de pé na bike depois de dois meses tentando desajeitadamente.
No caminho, cruzou com uma família na calçada, cheia de filhos pequenos, e enquanto o pai dizia para o filho menorzinho e todo ranhento “cuidado com a bicicleta”, ela reduziu e sorriu para o
menino, que sorriu de volta com a carinha toda melecada.
Dessa vez não foi xingada por ninguém, mas quase teve uma colisão. Um moço de bicicleta vinha pela mesma calçada no outro sentido, e os dois desaleraram, se desviaram e sorriram, e ela quase ficou com pena de não ter batido porque ele tinha um sorriso tão bonito que ela teve vontade de conversar com ele.
Aliás, ela pensou, foram quatro ciclistas hoje. Todos com cara de que iam para algum lugar, de bagageiro com alforge e tudo, o que era incomum naquele percurso dela. E sorriu de novo pela companhia anônima nas ruas.
Chegou no trabalho às onze horas, com o cabelo cheio de pontinhas que ela adorava, que secador nenhum conseguia fazer, só o vento da bicicleta. Sobre a bike, deu bom-dia para sete pessoas, mesmo na cidade cinza, cheia de SUVs (um dos quais quase passou por cima dela um
pouco mais cedo) e policiais e agentes da CET semicegos.
Às vezes as vida podia ser bonita sem razão nenhuma.
Labels:
crônica
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Audax, Rio e o gosto de cereja
Quando comecei esse blog, estava apaixonada pela ideia de cycle chic e torcia meu lindo e arrebitado narizinho para as roupas de lycra e o ciclismo esportivo, competitivo e cheio de testosterona. Mas se tem uma coisa na minha vida com poder de transformação, é a bicicleta. Prova das mudanças está na minha garagem: a Carlota, Caloi roxa de cestinha, fica aí para emergências e empréstimos. Ao lado, a Siouxie, K2 que adora uma trilha e não dispensa uma cicloviagem, foi a companheira no processo todo de ficar ágil no trânsito, condicionar o corpo e a cabeça para ver o mundo em duas rodas com vento no rosto e numa velocidade humana. E chegou um novo membro à família: Perla Bianca, dobrável, feminina e elegante. Arisca e indócil, como eu. Promete ser mon p'tit vélo dos passeios com charme e nostalgia, para deixar minha vida mais tranquila. Nenhuma das bicicletas foi fruto de pesquisa e escolha obsessivas: ao contrário, foram elas que me acharam. Minha speed, com a qual já comecei a sonhar, está aí em algum lugar. Tenho certeza de que ela começou a me procurar também, e logo mais vamos nos trombar em alguma curva.

Tudo isso para ilustrar como a bicicleta não tem papéis definidos mais na minha vida. Ela permeia docemente tudo que eu faço. Ano passado, virou meu meio de deslocamento principal. Esse ano, outra febre me tomou. Depois das cicloviagens, vi que podia pedalar mais e a distância entre os louquinhos sangue no zoio caiu um pouco, o suficiente apenas para nascer a vontade de pedalar morros, cruzar serras e me despencar de ladeiras, virando quilometragens maiores no odômetro. Daí que resolvi fazer o Desafio 100 lá no Rio. É uma prova preparatória para o Audax, que eu quero muito fazer. O Audax é uma prova de resistência não competitiva. O objetivo é completar a quilometragem no tempo previsto, que pode ser de 200 km, 300 km, 400 km, 600 km ou 1.000 km. Cada prova completada dá direito à participação na próxima. Tendo todos os brevets, o ciclista pode participar da Paris-Brest-Paris, de 1.200 km. A ideia toda é muito francesa e muito atraente - nada me empolga mais do que competir comigo mesma, de ver paisagens lindas, de estar na estrada.

E a primeira prova do ano era no Rio, cidade para onde eu passei anos protelando a viagem. Mas o convite para o Revéillon foi irresistível. Um "carioca de pneu furado e coração cheio" me apaixonou pela cidade e me reencantou com várias coisas na vida que eu tinha esquecido como eram boas e fundamentais. Como no road movie de Kiarostami, meu ano novo teve gosto de cereja. Nessa viagem, faltou encontrar muita gente que fazia parte da minha vida já, por meios online. Voltei, dessa vez acompanhada da Siouxie, e fiquei com a sensação de que a cada ida vou deixar mais de mim por lá.

Não completei a prova. Depois de subir Paineiras e passar pelo primeiro posto de controle, descemos eu, o Marcos Nicolaiewsky e o Curupas pelo começo da Estrada de Furnas, e perdemos a saída para a Vista Chinesa. Vai confiar nos cariocas para ver o que acontece... :-p Fomos parar lá embaixo, na estrada para a Barra, uns 400 metros de descida. Toca subir de volta 5 km num sol de rachar o coco. De volta à rota, na Vista Chinesa, a hora perdida e as duas baixas anteriores acabaram abatendo meu moral. Rendi-me à possibilidade de banho, caipirinha e uma tarde preguiçosa depois de tanto morro. Isso traz duas implicações: a primeira é a vontade louca de completar o percurso, e a segunda é o gostinho de vitória de subir Paineiras de um jeito tão gostoso. Foi incrível e lindo, lindo, lindo.

Pensei muito se esse post cabia aqui ou na Dupla Vida. E acho que o lugar dele é no Gata de Rodas, porque eu não pude deixar de espalhar o cycle chic com meus saltinhos no Rio de Janeiro, e porque não acredito nas barreiras mentais que as pessoas gostam de se impor. Quem começa na bike esportivamente tem uma certa dificuldade em aceitar ideias ligadas ao cicloativismo e mobilidade urbana em duas rodas sem motor. E os cicloativistas gostam de menosprezar o gear esportivo, as bikes bacanas e a loucura por melhorar a performance, que cedo ou tarde atinge quem pedala por esporte. Eu tenho fome de tudo: de sair para resolver minha vida com uma bike qualquer, de pedal com picnic e vinho, de dormir sob a lua depois de carregar tudo que eu preciso no meu bagageiro e de descer a milhão no asfalto. Quero uma vida sem limites e com gosto de cereja.
Tudo isso para ilustrar como a bicicleta não tem papéis definidos mais na minha vida. Ela permeia docemente tudo que eu faço. Ano passado, virou meu meio de deslocamento principal. Esse ano, outra febre me tomou. Depois das cicloviagens, vi que podia pedalar mais e a distância entre os louquinhos sangue no zoio caiu um pouco, o suficiente apenas para nascer a vontade de pedalar morros, cruzar serras e me despencar de ladeiras, virando quilometragens maiores no odômetro. Daí que resolvi fazer o Desafio 100 lá no Rio. É uma prova preparatória para o Audax, que eu quero muito fazer. O Audax é uma prova de resistência não competitiva. O objetivo é completar a quilometragem no tempo previsto, que pode ser de 200 km, 300 km, 400 km, 600 km ou 1.000 km. Cada prova completada dá direito à participação na próxima. Tendo todos os brevets, o ciclista pode participar da Paris-Brest-Paris, de 1.200 km. A ideia toda é muito francesa e muito atraente - nada me empolga mais do que competir comigo mesma, de ver paisagens lindas, de estar na estrada.
E a primeira prova do ano era no Rio, cidade para onde eu passei anos protelando a viagem. Mas o convite para o Revéillon foi irresistível. Um "carioca de pneu furado e coração cheio" me apaixonou pela cidade e me reencantou com várias coisas na vida que eu tinha esquecido como eram boas e fundamentais. Como no road movie de Kiarostami, meu ano novo teve gosto de cereja. Nessa viagem, faltou encontrar muita gente que fazia parte da minha vida já, por meios online. Voltei, dessa vez acompanhada da Siouxie, e fiquei com a sensação de que a cada ida vou deixar mais de mim por lá.
Não completei a prova. Depois de subir Paineiras e passar pelo primeiro posto de controle, descemos eu, o Marcos Nicolaiewsky e o Curupas pelo começo da Estrada de Furnas, e perdemos a saída para a Vista Chinesa. Vai confiar nos cariocas para ver o que acontece... :-p Fomos parar lá embaixo, na estrada para a Barra, uns 400 metros de descida. Toca subir de volta 5 km num sol de rachar o coco. De volta à rota, na Vista Chinesa, a hora perdida e as duas baixas anteriores acabaram abatendo meu moral. Rendi-me à possibilidade de banho, caipirinha e uma tarde preguiçosa depois de tanto morro. Isso traz duas implicações: a primeira é a vontade louca de completar o percurso, e a segunda é o gostinho de vitória de subir Paineiras de um jeito tão gostoso. Foi incrível e lindo, lindo, lindo.
Pensei muito se esse post cabia aqui ou na Dupla Vida. E acho que o lugar dele é no Gata de Rodas, porque eu não pude deixar de espalhar o cycle chic com meus saltinhos no Rio de Janeiro, e porque não acredito nas barreiras mentais que as pessoas gostam de se impor. Quem começa na bike esportivamente tem uma certa dificuldade em aceitar ideias ligadas ao cicloativismo e mobilidade urbana em duas rodas sem motor. E os cicloativistas gostam de menosprezar o gear esportivo, as bikes bacanas e a loucura por melhorar a performance, que cedo ou tarde atinge quem pedala por esporte. Eu tenho fome de tudo: de sair para resolver minha vida com uma bike qualquer, de pedal com picnic e vinho, de dormir sob a lua depois de carregar tudo que eu preciso no meu bagageiro e de descer a milhão no asfalto. Quero uma vida sem limites e com gosto de cereja.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Gatinha de rodas
A filhota do Daniel Haase é a fofura em pessoinha pequena. E agora em versão com rodas e rodinhas também. Dá para ver a cara de alegria de estar dando as primeiras pedaladas numa bicicleta de verdade?
Quando meninas chegam na adolescência, acontece muito de abandonarem a bicicleta, seja como esporte ou possibilidade de transporte. Eu tenho uma tese sobre o que as afasta da bike: a agressividade do trânsito, o excesso de esportividade e competitividade dos meninos nessa fase e o machismo do brasileiro. É difícil sair na rua para dar uma volta sem ser perturbada.
Mas sabe do que mais? Eu sinceramente acho que quando essa fofura de pessoa virar uma moça, já vamos ter caminhado muito mais com essas questões. E vai ser mais simples para meninas usarem bike sem precisar carregar bandeiras feministas, se encouraçar ou se forçar a acompanhar piques mais esportivos sem ter vontade, só para poderem participar da brincadeira. Pedalar por qualquer motivo, em especial pelo prazer puro de pedalar.
Assinar:
Postagens (Atom)






